Você é servidora pública e mãe/pai atípica (o)? Saiba como garantir a redução da sua carga horária sem perder salário

Você já se sentiu dividida(o) entre o cuidado essencial com seu filho com deficiência e a obrigação de cumprir 40 horas semanais no serviço público?

Essa é a realidade de muitas mães atípicas e pais, servidoras (os) que enfrentam jornadas exaustivas, enquanto seus filhos precisam de apoio constante para tratamentos, terapias e acompanhamentos médicos. O que muitas dessas mulheres e homens não sabem é: a redução da carga horária sem corte de salário é um direito garantido, mesmo que o município não tenha uma norma específica.

O que está em jogo?

Além dos cuidados diários, essas crianças necessitam de múltiplas terapias, consultas e apoio constante. Como cumprir um expediente de 40 horas semanais sem comprometer o desenvolvimento e a saúde do seu filho?

É justamente nessa situação que entra a redução da jornada de trabalho para servidores públicos de filhos com deficiência, um direito cada vez mais reconhecido pelos tribunais e protegido por leis federais e decisões do STF.

Quem tem direito à redução de carga horária sem perda salarial?

Servidores públicos (municipais, estaduais ou federais) que sejam mães/pais de filhos com deficiência e comprovem a necessidade de acompanhamento contínuo, com laudos médicos e relatórios de terapias.

Mesmo que a lei do seu município não trate do tema, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que é possível aplicar a regra federal (Lei 8.112/90), que assegura:

“Redução de até 50% da jornada de trabalho, sem necessidade de compensação e sem prejuízo na remuneração, para cuidar de dependente com deficiência.”

Como saber se você pode estar tendo seus direitos violados?

Você pode estar sendo prejudicada se:

  • Já fez um pedido administrativo de redução e nunca obteve resposta;
  • Teve seu pedido negado com base na ausência de lei municipal;
  • Precisa faltar ou se ausentar com frequência para acompanhar seu filho em terapias;
  • Sente-se forçada a escolher entre seu trabalho e o cuidado do seu filho.

A omissão da prefeitura em responder ou regulamentar esse direito não é motivo válido para negar a redução de carga horária.

O que fazer para garantir seu direito?

Se você está enfrentando essa realidade, é possível:

  1. Formalizar um pedido administrativo documentado, com laudos médicos e relatório terapêutico.
  2. Caso não haja resposta ou o pedido seja negado, ingressar com uma ação judicial com pedido de tutela de urgência, exigindo a redução imediata da carga horária.

A Justiça tem sido firme em proteger mães atípicas, inclusive com decisões liminares determinando redução de até 50% da jornada, sem corte de salário. Isso porque o direito à saúde, à inclusão e à convivência familiar das crianças com deficiência é prioridade absoluta, conforme a Constituição e o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Por que buscar um advogado especialista pode fazer toda a diferença?

Um advogado especialista em direito da saúde, direito das pessoas com deficiência pode:

  • Formular corretamente o pedido administrativo;
  • Provar a urgência e o risco de dano à criança;
  • Garantir que a redução seja concedida o quanto antes;
  • Evitar penalidades ou retaliações no trabalho;
  • Argumentar com base nas decisões do STF e jurisprudências atualizadas.

 Fale agora com uma advogada especialista em direitos das mães e crianças com deficiência e comece hoje mesmo a lutar por uma rotina mais justa, humana e possível.

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