
ATUAÇÃO · VIOLÊNCIA NEONATAL
Seu bebê sofreu falhas no atendimento? Você não está sozinha.
Erros, demora e falta de informação no cuidado ao recém-nascido podem causar danos à saúde do bebê. Entenda seus direitos e o que pode ser feito no seu caso.
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Entenda com a Dra. Débora como funciona a análise do caso
O que é violência neonatal
É qualquer conduta que coloque em risco a saúde do recém-nascido nos primeiros dias de vida, seja por falha da equipe, por procedimento sem indicação ou por falta de informação aos pais. Cada situação é analisada com o prontuário em mãos, porque o resultado depende dos fatos e das provas.

Como saber se houve violência neonatal
| Situação | O que pode indicar |
|---|---|
| Demora no atendimento | Atraso em procedimentos urgentes na sala de parto ou na UTI neonatal |
| Falha de monitoramento | Sinais vitais não acompanhados e intercorrências sem tratamento a tempo |
| Falta de informação | Pais sem explicação clara sobre o estado do bebê e os tratamentos |
| Procedimentos sem indicação | Intervenções feitas sem necessidade clínica registrada no prontuário |
| Separação indevida | Bebê afastado dos pais sem justificativa médica documentada |
Quando vale a pena buscar indenização
- ✔ Houve falha ou conduta inadequada da equipe
- ✔ Houve dano: físico, emocional, sequela ou atraso no desenvolvimento
- ✔ Existe ligação entre a conduta e o dano
Se essas três coisas aparecem no seu caso, vale conversar com a equipe o quanto antes.
O que você pode ganhar
Além de uma resposta para o que aconteceu, a ação pode trazer benefícios concretos para o bebê e para a família.
Reparação financeira
Indenização por danos morais, materiais e estéticos, conforme o caso e as provas.
Pensão, se houver dano permanente
Quando a sequela reduz a capacidade futura, a pensão pode ser pedida.
Tratamento e acompanhamento
Gastos com terapias, medicamentos e tratamentos podem ser pedidos na ação.
Registro do que aconteceu
A história fica documentada e analisada com base no prontuário.
Como agimos no seu caso
Você conta sua história
Uma conversa de escuta para entender o que aconteceu, com datas e nomes de quem estava presente.
Reunimos as provas
Pedido do prontuário e organização dos exames, laudos e mensagens.
Definimos o melhor caminho
Avaliamos se o caso pede acordo ou ação judicial, e explicamos cada opção com clareza.
Acompanhamos até o fim
Você recebe informações sobre cada andamento e decide junto com a equipe.
Quais provas reunir
Quanto antes você organizar os documentos, mais forte fica a análise.
- Prontuário completo, incluindo registros da sala de parto e da UTI neonatal
- Exames, laudos e relatórios de alta ou transferência do bebê
- Registros de contato e informações repassadas pela equipe
- Mensagens, fotos e documentos do período de internação
Quais danos podem ser pedidos
- Danos morais, pelo sofrimento e pela violação da dignidade do bebê e da família;
- Danos materiais, como gastos com tratamento, terapias, medicamentos e deslocamentos;
- Danos estéticos e pensão, quando há sequela que altere a aparência ou reduza a capacidade futura, conforme o caso.
Qual é o prazo?
O prazo para a ação de indenização varia conforme o caso e a idade do bebê. Por isso, a análise deve começar o quanto antes, com o prontuário em mãos.
Casos reais
Perguntas frequentes sobre violência neonatal
Violência neonatal é o mesmo que violência obstétrica?
Não exatamente. A violência obstétrica atinge a mãe na gestação, no parto ou no pós-parto. A violência neonatal atinge o recém-nascido no cuidado médico. As duas podem acontecer juntas.
Preciso de testemunha para processar?
Não é obrigatório. O prontuário e os registros médicos costumam ser as provas mais importantes.
Preciso ver sequela para processar?
Depende do caso. O dano pode ser físico, psicológico ou ligado ao tratamento, e cada situação é analisada individualmente.
Hospital particular também responde?
Em regra, hospitais e profissionais podem responder, conforme os fatos e as provas de cada caso.
Quem entra com a ação?
Em geral, a ação é proposta em nome do bebê, com os pais como representantes. A análise é feita caso a caso.
Conclusão
A violência neonatal deixa marcas que vão além do momento do nascimento. Entender o que aconteceu e reunir as provas é o primeiro passo para buscar reparação.

Quem vai cuidar do seu caso
Atuo como advogada desde 2019 e, hoje, dedico grande parte da minha prática à violência obstétrica e neonatal. Acredito que toda família deve ser ouvida, compreendida e respeitada, especialmente no momento mais delicado da vida.
Sei que falar sobre o que aconteceu no nascimento não é fácil. Por isso, o primeiro contato é um espaço de escuta: você conta sua história no seu ritmo, e eu explico, com linguagem clara, quais são os seus direitos e quais caminhos podem existir.
Também sou autora do livro Violência Obstétrica Assistida: Um Estado de Coisas Inconstitucional, baseado em casos reais. Conheça o livro na Amazon →
Débora Nicodemo · OAB/PR 114262
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso por uma advogada.
